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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Convite entregado nas casas dos moradores da Vila 300



Agencia Humanidade

PUBLICIDADE & MARKETING

Convidamos o prezado (a) vizinho (a) para uma reunião de trabalhos sociais onde serão tratados assuntos comunitários da Vila.
Sabado, 29 de agosto 2009 - 15:00
Residencia do Sr. João Bandeira
Rua Sabino Silveira, 345

PARTICIPE PRESTIGIANDO OS TRABALHOS COM SUA PRESENÇA.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Toda Propriedade é um Roubo.


O pai em Palavras de Osho


A instituição pai é algo inventado pelo homem. Não é uma coisa natural - é institucional. Algum dia pode desaparecer... A humanidade vivia sem a instituição da paternidade.
Talvez você se surpreenda em saber que a palavra tio é mais antiga que a palavra pai, porque o matriarcado precedeu o patriarcado. A mãe era conhecida, mas o pai era desconhecido porque a mãe estava se encontrando com muitas pessoas. Alguém tinha que ser o pai, mas não havia jeito de descobrir. Assim todos eram tios - todos os pais em potencial eram tios.
A instituição da paternidade veio com a invenção da propriedade privada; eles estão ligados. O pai representa a propriedade privada, porque quando a propriedade privada surgiu todos queriam seu próprio filho para herdá-la. "Eu não estarei aqui, mas uma parte de mim deveria herdar minha propriedade."
A propriedade particular veio primeiro, depois veio o pai.
E estar absolutamente certo que "A criança é o meu próprio sangue" - a idéia tornou-se prevalecente em quase todas as sociedades do mundo; e antes do casamento a mulher tem que ser absolutamente virgem. caso contrário é difícil decidir. Ela talvez já esteja carregando uma criança quando se casar, talvez esteja grávida, e então a criança será alguém e ela herdará a propriedade.
Para certificar-se que "É meu filho que vai herdar minha propriedade," a virgindade foi imposta à mulher.
Toda essa idéia de propriedade privada é que tem criado a figura do pai, a família, a posse da mulher pelo homem. Quando não houver propriedade privada, a figura do pai irá desaparecer.
Osho, em "O Livro do Homem"

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Transparencia Brasil

SARNEY E EU
Algumas semanas atrás recebi um email sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo “Fora Sarney”, na hora fiquei bastante animado, encaminhei o email para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira.
No dia da manifestação me bateu uma preguiça... Após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta?

No dia seguinte eu procurei eufórico nos sites de jornalismo sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuais e bastante divulgada pelo twitter.
Para a minha surpresa não existianenhuma manchete, nem ao menos uma nota de rodapé . Resolvi entrar emuma das comunidades do orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinqüenta pessoas se dispuseram a ir para afrente do Congresso.
Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 1000? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram??....
Não demorou muito para a ficha cair. Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui.
Eu esperava que “alguém” iria no meu lugar.

Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela domeu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mime para a minha confortável inércia.
Foi quando de súbito, eu tive aarrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei, omeu verdadeiro papel na sociedade.
“Que bunda- mole!!!”.
Finalmente, depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber C:\WINDOWS\hinhem.scrque eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-molebrasiliense(ou BMB).
Existem bunda- moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!!

Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar:
“De Brasília né....já tem conta na Suíça?”.
Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá bláblá.

Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenho um papel importante nesse cenário. Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira deproteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem.
Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão. Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, freqüento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smart phone comprado na feira do Paraguai, e no final do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batatas na areia... Mais BMB impossível!!

Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra a patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um casode um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público ( o difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo “ixperto”). Depois traçamos os planos para endireitar o país.Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!!

Os anos passam e as conversas vão mudando: PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobrás, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Sarney!!

Sarney é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB´s? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos sem a nossa apática presença? Imaginem se no nosso lugar estivessem aqueles sul-coreanos malucos que iam para a rua protestar partindo pra cima da polícia, ou aqueles jovens em Seattle que furavam um forte esquema de segurança daOMC para protestarem contra a globalização.

O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudocorrer frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a estecoronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que fervilham em nosso entorno.
Bunda-moles: Vamos exigir os nossos direitos!! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país obundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa-branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.

Vamos exigir que se crie em Brasília o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, queirá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer.
Assistimos de nossas poltronas o Brasil tomar o rumo da mediocridade, sem um projeto à altura do seu papel de grande potência ambiental do planeta, que pode liderar a nova economia limpa e inclusiva que irá gerar milhões de empregos. Mas que faz o contrário, age como a eterna colônia de exportação de matéria-primas, fazendo vista grossa para o colosso chinês que irá nos engolir com a sua máquina movida à destruição ambiental e desrespeito aos direitos humanos, para criar uma efêmera ilusão de prosperidade às custas de nossa biodiversidade e da nossa água doce (estes sim os nossos bens mais valiosos). Somos testemunhas do surgimento de uma geração despreparada, tanto para a cooperação quanto para a competição, sem espírito empreendedor, fadada à eterna submissão ao “salvador da pátria” de plantão.

Assistimos de nossos computadores, quando estamos fazendo cera no trabalho, ao maior atentado à democracia desde o golpe de 64, mas desta vez o golpe não está sendo feito com armas. Está sendo feito coma ridicularização das instituições, com a banalização dos escândalos,com a desmoralização da ética e com a idiotização do contribuinte.
A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brotheres e cultos picaretas. Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti-depressivos. E também pode ser ideológica, com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar de mouse.
Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo,imersa em ilusões baratas.

O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos trás para a realidade e mostra quem realmente somos, revela o nosso eu profundo, a nossa essência.
Obrigado Sarney, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões.

Sarney, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang. Nóssomos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice.
Bunda-moles de todo o país uni-vos! Vamos celebrar a nossa mediocridade, vamos sair às ruas gritando: Viva Sarney! Viva Collor! Viva Maluf! Viva Roriz! Viva Renan Calheiros! Viva Jader Barbalho! Viva Romero Jucá! Viva Delúbio! Viva o presidente que não viu nada! Viva a República das bananas do Brasil!

Mas isso é pedir demais para um bunda-mole, vou voltar para a minha poltrona porque o Jornal Nacional já vai começar.

*Por Adelécio Freitas (um BMB legítimo).

sábado, 1 de agosto de 2009

Passeio sócio-ambiental

Selso e Dario no alto do Cerro Palomas.




Selso Barden e Dario Correa degustando um vinho na vinícola Almaden e na vitivinícola Cordilhera de Sant'Ana.



domingo, 26 de julho de 2009

CRIME DO COLARINHO



GASOLINA ARGENTINA ???
VALE A PENA LER... E VER COMO ESTÁ O NOSSO PAÍS !!!
Clique para avançar
É bom ler, talvez assim tenhamos consciência, sem contar com o pedágio que conta com uma famosa rede de informações de Porto Alegre a RBS
GASOLINA & CARROS
GASOLINA NA ARGENTINA !
(Escrito por um gaúcho) Buenas...
Para os leitores aproveitarem bem o final de semana, vou mandar alguns números da nossa vizinha Argentina. Falamos muito sobre combustíveis,
e por lá os números são os seguintes:
Gasolina comum (igual a nossa mas sem álcool)
1,99 pesos = R$ 1,00
Gasolina Super
2,30 pesos = R$ 1,15
Gasolina Fangio de alta octanagem
2,89 pesos = R$ 1,45
Como sabemos, nossa gloriosa PETROBRÁS
exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65.

Podemos ver - como estamos sendo
ROUBADOS - pelo governo.
O contrabando de gasolina na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma reportagem na RBS TV (acho que foi encomendada). Nela um Professor de uma Universidade de Porto Alegre foi alertar para os 'perigos' de se abastecer os carros brasileiros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa pra já. Só ficou faltando a explicação para os carros produzidos em larga escala aqui e exportados para lá. Serão um modelo especial? Para mim o que pode acontecer é nossos carros se engasgarem ao entrar em contato com gasolina de verdade, pois estão acostumados com estas ‘garapas mixurucas’ que nos vendem a R$ 2,89.
No setor veículos não é diferente.
Veículos NOVOS.
Gol 3 portas Power - 27.600 pesos (R$ 14.800,00) Ford F250 - 108.500 pesos (R$ 54.300,00) Vectra CD - 82.600 pesos (R$ 41.300,00 ) Ford Eco Export DIESEL 4X4 - R$ 35.000,00 Nissan Frontier 4x4 - 22.000 dólares
ou menos de R$ 44.000,00 em uma agência em Oberá.
E por aí vão as diferenças, ressaltando que praticamente todos os carros de todas as marcas, tem a opção de virem
com motor diesel.
Eu estava esquecendo...

As estradas pedagiadas, com terceira trouxa (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custa para cada 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70 .
Para nós gaúchos para percorrer a mesma distância o preço é de R$ 28,00 .
Existe uma explicação lógica para uma diferença tão brutal?
Claro que existe, e muitas:
Cartões corporativos, Senadores a 600 mil por mês, Deputados a 200 mil por mês, e o resto vocês conhecem.
Tem de sair dinheiro de algum lugar
para manter isto. Somos uns trouxas. (*)
(*) trouxas, não...

Somos realmente é covardes, pusilânimes, pois num povo com dignidade esta ‘merda’ já teria mudado há muito tempo!
É isso aí minha gente:
“Meu BRASIL brasileiro,
Terra de samba
e pandeiro!”

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eco Agencia



Bioética

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009


Medicina da Ufrgs ensina sem usar animais

Passados dois anos desde que o sacrifício de animais foi abolido no curso, professores e alunos estão muito satisfeitos. Conflito ético foi o principal motivo para a troca por modelos artificiais nas aulas práticas.

EcoAgência
Médico e professor Geraldo Sidiomar Duarte mostra tórax artificial que substitui uso de animais
Por Ulisses A. Nenê
O caozinho é trazido do canil e chega faceiro; caminha até o grupo de alunos de medicina e lambe as pernas de um deles. O clima na sala fica pesado e ninguém quer anestesiar e cortar o bichinho. Alguns estudantes, constrangidos, ameaçam ir embora. Cenas como esta ou parecidas aconteceram por diversas vezes, nos muitos anos em que animais foram usados nas aulas práticas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Famed/Ufrgs).

Era assim, anestesiando, cortando e costurando animais vivos (vivissecação), depois sacrificados, que os futuros médicos aprendiam as técnicas operatórias e outros conteúdos. Mas isto mudou em abril de 2007, quando a Famed tornou-se a primeira faculdade de medicina do Brasil a abolir totalmente o uso de animais no ensino de graduação, no que foi seguida logo depois pela Faculdade de Medicina do ABC (SP).

Não estamos falando de uma instituição qualquer: fundada há 111 anos, a Famed é considerada a melhor faculdade de medicina do país, tendo conquistado o primeiro lugar no Exame Nacional de Desempenho Estudantil de 2008 (Enade). O conflito ético foi o principal motivo para que o curso abandonasse a vivissecação, adotando o emprego de modelos anatômicos artificiais que imitam órgãos e tecidos humanos.

Aprovação dos alunosPassados dois anos, a medida tem a total aprovação de alunos e professores, que garantem não haver nenhum prejuízo para o aprendizado médico. Aluna do quarto semestre, Sabrina de Noronha, 22 anos, diz que sequer pensava que pudesse haver a utilização de animais quando ingressou na medicina. Ela já cursou disciplinas importantes, como fisiologia, anatomia, bioquímica, histologia, onde aconteciam aulas práticas com vivissecação, e não precisou passar por esta experiência. As aulas de anatomia, por exemplo, só utilizam cadáveres humanos. “Não tivemos contato com animais em nenhum momento. Fiquei sabendo há pouco tempo que outras faculdades usam animais e achei isso horrível; a faculdade existe para formar profissionais que vão ajudar pessoas e para isso não precisamos maltratar outros seres, não seria ético; a gente tem tanto direito à vida quanto eles (animais), não vejo diferença”, diz a aluna.

Sua colega Bárbara Kipp, 22 anos, coordenadora-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Ufrgs concorda. Segundo ela, há outros métodos já bem desenvolvidos para se aprender as técnicas médicas sem precisar recorrer à vivissecação dos cães, coelhos e outros bichos. “Nunca usei animais no curso e estou aprendendo muito bem; não me sentiria à vontade se isso acontecesse e também não vejo ninguém, nenhum colega, sentindo falta”, afirma Bárbara.

“Abolimos o uso de animais porque hoje não se precisa mais disso”, destaca o diretor da Famed, o médico endocrinologista Mauro Antônio Czepielewski. Não faltaram razões, pois havia alunos que não concordavam com o sacrifício dos cães e outros bichos nas aulas. Além da questão ética, a pressão das entidades protetoras dos animais era cada vez maior, conta o diretor.

Também estava cada vez mais difícil conseguir os animais para servirem de cobaias, havendo ainda o problema de alojá-los e depois descartá-los, após serem sacrificados. Por isso, este procedimento vinha diminuindo ano á ano e quando foi abolido, em 2007, cerca de cinco ou seis animais ainda eram retalhados por semana nas mesas de cirurgia do curso.

Modelos artificiais
A mudança foi bastante discutida, e resultou na implantação de um Laboratório de Técnica Operatória, que funciona apenas com réplicas artificiais das partes do corpo humano, explica o diretor. O projeto todo, com reforma de instalações e aquisição dos modelos, importados, custou cerca de R$ 300 mil, com recursos da própria Ufrgs, Famed, Hospital de Clínicas (o hospital universitário) e Promed, um programa do Ministério da Saúde que incentiva mudanças nos currículos dos cursos de medicina. (clique aqui para ver fotos)O médico Geraldo Sidiomar Duarte, que deixou o cargo de diretor do Departamento de Cirurgia no início do mês, foi o responsável pela implantação do moderno laboratório. “Era uma deficiência grave do curso (a técnica operatória), tínhamos problemas para obter o animal, onde deixá-los, os cuidados pós-operatórios e o Ministério Público e as entidades protetoras vinham se manifestando, havia muitas objeções que criaram um conjunto de dificuldades”, relata. O trabalho era considerado insalubre e aconteciam muitos acidentes biológicos (quando alunos se cortam acidentalmente), com risco de infecção pelo sangue dos animais. Agora, o local é totalmente asséptico, não se vê uma gota de sangue no espaço de 120 metros quadrados. Duarte mostra uma peça sintética que imita perfeitamente a pele humana, inclusive na textura, onde os alunos podem fazer e refazer várias vezes cortes superficiais ou profundos, costuras e pontos. E os acidentes não acontecem mais, o risco é zero, acrescenta.
Outra peça imita um intestino, a ser costurado. Numa mesa ao lado, um tórax artificial permite o treino de punções em vasos profundos, como uma imitação da veia jugular cuja pulsação é possível sentir ao toque. Membros sintéticos apresentam ferimentos diversos a serem tratados cirurgicamente. O que parece ser apenas uma pequena caixa, com uma cobertura da cor da pele, representa a cavidade abdominal para a prática de cirurgia.

O médico e professor mostra catálogos com uma infinidade de órgãos artificiais que podem ser adquiridos: “Há modelos artificiais para todos os tipos de treinamento, pode-se montar um laboratório gigantesco com eles”, diz Duarte. “Estamos muito satisfeitos, e os alunos muito mais”, completa.

“Isso qualificou enormemente os alunos”, reforça Mauro Czepielewski, o diretor do curso. Ele acredita que esta é uma tendência irreversível e que o emprego de modelos artificiais acabará chegando a todas as faculdades de medicina, em substituição aos animais. Diversos cursos, do Rio Grande do Sul e de outros estados, já pediram informações sobre o laboratório da Famed. “A consciência do não-uso de animais é importante para fortalecer uma visão de valorização da vida”, afirma.
O diretor apenas considera muito difícil substituir animais na área de pesquisa, na pós-graduação. Mas garante que os procedimentos, neste caso, seguem rigorosos requisitos do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, com uso controlado e número limitado dos animais que servem de cobaias.

Objeção de consciência

O debate ético sobre vivissecação ganhou impulso no Estado a partir da atitude de um aluno do curso de Biologia, Róber Bachinski, que ingressou na justiça, em 2007, para ser dispensado das aulas que sacrificam animais, alegando objeção de consciência. Chegou a ganhar uma liminar, mas ela foi cassada, mediante recurso da Ufrgs, e o caso segue tramitando no Judiciário.

Segundo ele, a abolição do uso de animais na Famed reflete uma tendência mundial: “Ao abolir o uso de animais a Famed mais uma vez demonstra a sua qualidade no ensino e o seu avanço ético e metodológico. Espero que outras universidades e cursos também sigam esse modelo e que esses métodos de ensino sejam divulgados”. Bachinski diz ainda que a abolição do uso de animais em disciplinas da medicina comprova que é possível a sua abolição em outros cursos com disciplinas equivalentes, como na farmácia, educação física, psicologia, enfermagem, biologia, veterinária. Na opinião do estudante, um novo paradigma educacional precisa ser criado, levando em conta não apenas o bem estar da sociedade e do aluno, mas também o respeito aos direitos básicos dos outros animais.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Oficio nº09/306


Agencia Humanidade

Publicidade & Marketing

Caminhos da Paz


Santana do Livramento, 09 de julho de 2009


Secretaria de Turismo

A/C Sr. Eduardo Nei Olivera


Vimos por meio deste solicitar a V. Sª que se digne ceder uma Sala para Curso dia 13/07/2009 das 13:00 aré 17:30 horas, para realezação de curso: Meu Futuro Em Minhas Maõs.

Certos do seu pronto atendimento

Agradecemos


Dario Correa

Diretor



Avenida Almirante Tamandaré, 1387 - Tel. 3244.4977