terça-feira, 8 de junho de 2010
Fascismo X Extremismo.
Relato de uma brasileira que serve no Exercito de Israel
sexta-feira, junho 4, 2010
Recebemos o relato de Ana Luiza Tapia, uma brasileira que fez aliá há cerca de 2,5 anos e que atualmente está servindo na área médica do Exército de Israel. Ela conta com suas palavras um pouco do que se passou por lá em relação à frota de navios com “ajuda humanitária”. (Colaboração de Uri Lam). Nota do editor: O texto abaixo está publicado da mesma forma que o recebemos, sem nenhum tipo de edição ou correção.
Oi a todos!
Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Eu peço desculpas por não escrever mais frequentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada. Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.
EU ESTAVA LÁ! NINGUÉM ME CONTOU. NÃO LI NO JORNAL. NÃO VI FOTOS NA INTERNET OU VÍDEOS NO YOUTUBE. VI TUDO COMO FOI MESMO, AO VIVO E COM MUITAS CORES. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflito em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do exército (até para entender o tamanho da situação).
O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército a Gaza. Isso porque AINDA HOJE, cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza.
ESSA FOI UMA ATITUDE EXTREMAMENTE PACIFISTA DO NOSSO EXÉRCITO, EM RESPEITO AOS CIVIS QUE ESTAVAM NO NAVIO. E, SE NÃO HÁ ARMAMENTO NO NAVIO, QUAL É O PROBLEMA DE QUE ELE SEJA INSPECIONADO?
Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h – Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E FORAM GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS, EU E MINHA EQUIPE E ENVIADOS PARA OS MELHORES HOSPITAIS EM ISRAEL.
Entre nós, 9 feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e 6 tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo MÉDICO em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, SÃO TAMBÉM INGRATOS.
Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAL PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. ONDE É QUE ESTÁ O PACIFISMO DA ONU???
Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA E SIM GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL. E CONTINUAM SEM ENTENDER QUE DAR FORÇA AO TERRORISMO DO HAMAS, DO HEZBOLLAH OU DO IRÃ SÓ SIGNIFICA MAIS PERIGO. NÃO SÓ A ISRAEL, MAS AO MUNDO TODO.
E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS SEM RESOLVER. TEM MAIS GENTE PASSANDO FOME QUE GAZA. TEM MUITO MAIS GENTE MORRENDO VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA NO RIO DO QUE MORTOS NAS GUERRAS DAQUI. E PASSAR A CUIDAR DOS PROBLEMAS DAÍ. DOS DAQUI, CUIDAMOS NÓS.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA HOJE É. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.
Um beijo a todos
Shabat Shalom
Ana
segunda-feira, 7 de junho de 2010
ONG PIDS.
SUMÁRIO
0. Sumário
1. Capa
2. Apresentação da coordenação da ONG PIDS
3. Justificativas
4. Contrapartida (ONG PIDS e Comunidade)
5. Valores
6. Parcerias
ONG PIDS
Programa Inclusão Digital e Social
Projeto informática na comunidade 2010
Criador e elaborador do Projeto
Luis Cláudio da Rosa Carvalho
Presidente da ONG PIDS
Responsável técnico
Dario Correa
Coordenador geral da ONG PIDS,
Historiador e Escritor
Secretária Executiva
Fabiana Asconavieta Silva Bueno
Secretária Financeira
Rosangela Pereira
Responsável na área de música Instrutor violão
Daniel
Nossa justificativa
Vivemos em um mundo que hoje é valorizado as estruturas que o povo do passado construiu, nos quais são denominados como patrimônio históricos, em meios de tantos centros referendados de norte a sul, de leste ao oeste em nosso Brasil, conserva-se junto a estes patrimônios a história de muitos povos que ajudaram a construir este país, sim, os Alemães com sua cultura germânica, os italianos, os japoneses, o próprio povo indígena, o povo africano, os portugueses e os holandeses, em fim cada um arquitetou em cada região o seu modo de viver.
Mas em meios a estas magníficas construções históricas, encontram-se outras maravilhosas obras, as LEMBRANÇAS VIVA, dentro da mente daqueles que hoje a guardam como ouro, aonde essa “rica” herança vai se espalhando por gerações em gerações, e muitas vezes essas histórias são passadas a beira de um fogão, pelos anciões que ouviram de outros anciões, que esperam que seus netos e bisnetos passem a outros membros de sua família.
Mas sabemos que na maioria das vezes os pedaços principais dessas histórias se perdem, e esse é o nosso papel, O Programa Inclusão Digital e Social vem através deste documento lançar junto a essa comunidade o PROJETO MEMÓRIAL QUILOMBOLA DIGITAL, das comunidades Quilombolas de Sant’Ana do Livramento, onde esses elaborarão neste ano de 2010 o início desta obra local. Um livro de contos, vividos pelos pais e avós desta comunidade, onde estas histórias serão digitadas e gravadas pelos netos e bisnetos destes, e todas as histórias se juntarão e formaram o livro PROJETO MEMORIAL QUILOMBOLA DIGITAL que será lançado no dia da formatura dos alunos da ONG, em dezembro de 2010.
É um desafio para nós da ONG PIDS, e sabemos que também será para aqueles que participarão do desenvolvimento desta obra sócio-cultural.
Neste documento estará exposto como se realizará esse projeto.
1° PASSO – Conhecer a diretoria da comunidade Quilombola através de uma visita da Diretoria da ONG na comunidade Quilombola;
• Salão comunitário,
• Escola local,
• Igreja,
• Casa de membros da diretoria ou um provável local cedido por moradores,
2° PASSO - Verificar se o local oferece uma infra-estrutura própria como: boa iluminação, banheiro com água, mesas e cadeiras, instalação elétrica com no mínimo 3 tomadas;
3° PASSO – Fazer a Instalação dos computadores e verificar se precisam de hardwares e softwares, tendo que ter o número de no mínimo 10 (dez) computadores completos, no caso de não ter, a ONG e os parceiros procurarão completar os que faltam,
4° PASSO - Reunir-se oficialmente com a diretoria para a apresentação e apreciação do Projeto;
5° PASSO – Confirmar os parceiros que caminharão juntos neste projeto, organizações públicas e privadas, empresas, Industrias; principalmente o transporte dos professores, instrutores e monitores;
6° PASSO – Preparar os materiais de divulgações, panfletos, cartazes, folder, jornal, internet radio e TV;
7° PASSO – confirmar a data de inicio na primeira reunião, data sugerida pela ONG ( 15 de junho de 2010).
NOSSO COMPROMISSO COM AS COMUNIDADES
• Deslocar em um dia da semana monitores de informática até o espaço que a comunidade destinou para o desenvolvimento do projeto.
• Podendo ser na escola local, salão comunitário, igrejas, galpões ou até na casa de membros da comunidade.
• Atender as crianças de idade escolar, adolescentes, pais e maturidade ativa, ensinando-os a usarem o computador como uma ferramenta de inclusão digital, aonde eles terão além de vários ensinamentos teóricos a um conhecimento prático no uso do mesmo e seus periféricos.
COMUNIDADE
Compromete-se em deixar a disposição do PIDS um espaço onde possa comportar o numero de 10 computadores para o desenvolvimento do curso que ocorrerá em um dia da semana dos horários das 09h00min da manha as 17h30min, no local terá os seguintes requisitos:
1. Um ambiente com uma boa iluminação.
2. Um ambiente bem ventilado.
3. Colocar a disposição mesas e cadeiras para o número de 10 computadores.
4. Disponibilizar banheiro para os monitores.
5. E no mínimo 3 (três) tomadas.
PIDS
Compromete-se em colocar a disposição da comunidade no mínimo 1 (um) Monitor de informática com total conhecimento e domínio em:
1. Programas do Computador,
• Microsoft Windows
• Microsoft Word
• Microsoft Excel
• Microsoft PowerPoint
• Monitor Voluntário
• Um Certificado na conclusão do curso
• 1(Uma)hora aula semanal por aluno de junho a dezembro.
Junto a essa programação de inclusão digital e social a ong leva mais 3 projetos:
1. VIOLÃO KA E LÁ. Projeto desenvolvido com fins de dar aulas de violão para comunidades carentes de todas as idades, onde a ONG disponibilizar um instrutor de violão com total domínio e conhecimento das técnicas de ensino, inicio junho de 2010.
2. FLAUTIANDO NA PERIFERIA. Neste projeto participarão as comunidades onde acontecem os cursos de informáticas, será elabora em um dia da semana e cada localidade, onde a ONG disponibiliza uma instrutora de flauta doce com total domínio e conhecimento das técnicas de ensino, junho de 2010.
3. REFORÇO ESCOLAR. Aulas ministradas por voluntários que tenham não só o domínio da matéria, mas também uma facilidade para passar a mesma, com inicio programado para junho de 2010.
VALORES
A ONG PIDS desenvolve esse projeto desde 2001 nos bairros e periferias de nossa cidade, e para manutenção e andamento do Programa ele tem um valor simbólico que os alunos contribuem, que é de R$ 10,00 mensais. (dez reais), esse valor que o aluno de *informática paga, lhe dá direito a fazer todos os outros cursos gratuitamente, isto é, violão, flauta doce e reforço escolar.
*Todos os que não estão matriculados e freqüentando o curso de informática pagaram o valor de R$ 10,00 (dez reais) pelo curso desejado.
O desafio foi lançado, e sabemos que os maiores beneficiados de todo esse fabuloso e educador projeto não é só a comunidade onde ele se instala, mas sim, a nossa sociedade em geral, pois estamos investindo em melhores cidadãos, melhores filhos, melhores pais em fim em um Brasil melhor.
PARCERIAS
Neste documento será definido as parcerias que farão parte deste projeto, onde cada um terá sua divulgação de sua empresa, industria, organização pública ou privada, produtos e serviços. Onde participaram por meio dos seguintes apoios:
• Financeiro
• Mão de obra (serviços a ONG)
• Meteríais (escritorio e Informática)
• Combústivel
• Transportes (dos monitores e equipamentos)
• Publicidades (site)
• Treinamentos
Onde a ONG PIDS divulgará por meio de contratos especificando detalhadamente o tipo de publicidade onde eles apareceram.
MÍDIAS
• Tele visionada
• Fonada
• Escrita
• Internet no site da ONG PIDS
0. Sumário
1. Capa
2. Apresentação da coordenação da ONG PIDS
3. Justificativas
4. Contrapartida (ONG PIDS e Comunidade)
5. Valores
6. Parcerias
ONG PIDS
Programa Inclusão Digital e Social
Projeto informática na comunidade 2010
Criador e elaborador do Projeto
Luis Cláudio da Rosa Carvalho
Presidente da ONG PIDS
Responsável técnico
Dario Correa
Coordenador geral da ONG PIDS,
Historiador e Escritor
Secretária Executiva
Fabiana Asconavieta Silva Bueno
Secretária Financeira
Rosangela Pereira
Responsável na área de música Instrutor violão
Daniel
Nossa justificativa
Vivemos em um mundo que hoje é valorizado as estruturas que o povo do passado construiu, nos quais são denominados como patrimônio históricos, em meios de tantos centros referendados de norte a sul, de leste ao oeste em nosso Brasil, conserva-se junto a estes patrimônios a história de muitos povos que ajudaram a construir este país, sim, os Alemães com sua cultura germânica, os italianos, os japoneses, o próprio povo indígena, o povo africano, os portugueses e os holandeses, em fim cada um arquitetou em cada região o seu modo de viver.
Mas em meios a estas magníficas construções históricas, encontram-se outras maravilhosas obras, as LEMBRANÇAS VIVA, dentro da mente daqueles que hoje a guardam como ouro, aonde essa “rica” herança vai se espalhando por gerações em gerações, e muitas vezes essas histórias são passadas a beira de um fogão, pelos anciões que ouviram de outros anciões, que esperam que seus netos e bisnetos passem a outros membros de sua família.
Mas sabemos que na maioria das vezes os pedaços principais dessas histórias se perdem, e esse é o nosso papel, O Programa Inclusão Digital e Social vem através deste documento lançar junto a essa comunidade o PROJETO MEMÓRIAL QUILOMBOLA DIGITAL, das comunidades Quilombolas de Sant’Ana do Livramento, onde esses elaborarão neste ano de 2010 o início desta obra local. Um livro de contos, vividos pelos pais e avós desta comunidade, onde estas histórias serão digitadas e gravadas pelos netos e bisnetos destes, e todas as histórias se juntarão e formaram o livro PROJETO MEMORIAL QUILOMBOLA DIGITAL que será lançado no dia da formatura dos alunos da ONG, em dezembro de 2010.
É um desafio para nós da ONG PIDS, e sabemos que também será para aqueles que participarão do desenvolvimento desta obra sócio-cultural.
Neste documento estará exposto como se realizará esse projeto.
1° PASSO – Conhecer a diretoria da comunidade Quilombola através de uma visita da Diretoria da ONG na comunidade Quilombola;
• Salão comunitário,
• Escola local,
• Igreja,
• Casa de membros da diretoria ou um provável local cedido por moradores,
2° PASSO - Verificar se o local oferece uma infra-estrutura própria como: boa iluminação, banheiro com água, mesas e cadeiras, instalação elétrica com no mínimo 3 tomadas;
3° PASSO – Fazer a Instalação dos computadores e verificar se precisam de hardwares e softwares, tendo que ter o número de no mínimo 10 (dez) computadores completos, no caso de não ter, a ONG e os parceiros procurarão completar os que faltam,
4° PASSO - Reunir-se oficialmente com a diretoria para a apresentação e apreciação do Projeto;
5° PASSO – Confirmar os parceiros que caminharão juntos neste projeto, organizações públicas e privadas, empresas, Industrias; principalmente o transporte dos professores, instrutores e monitores;
6° PASSO – Preparar os materiais de divulgações, panfletos, cartazes, folder, jornal, internet radio e TV;
7° PASSO – confirmar a data de inicio na primeira reunião, data sugerida pela ONG ( 15 de junho de 2010).
NOSSO COMPROMISSO COM AS COMUNIDADES
• Deslocar em um dia da semana monitores de informática até o espaço que a comunidade destinou para o desenvolvimento do projeto.
• Podendo ser na escola local, salão comunitário, igrejas, galpões ou até na casa de membros da comunidade.
• Atender as crianças de idade escolar, adolescentes, pais e maturidade ativa, ensinando-os a usarem o computador como uma ferramenta de inclusão digital, aonde eles terão além de vários ensinamentos teóricos a um conhecimento prático no uso do mesmo e seus periféricos.
COMUNIDADE
Compromete-se em deixar a disposição do PIDS um espaço onde possa comportar o numero de 10 computadores para o desenvolvimento do curso que ocorrerá em um dia da semana dos horários das 09h00min da manha as 17h30min, no local terá os seguintes requisitos:
1. Um ambiente com uma boa iluminação.
2. Um ambiente bem ventilado.
3. Colocar a disposição mesas e cadeiras para o número de 10 computadores.
4. Disponibilizar banheiro para os monitores.
5. E no mínimo 3 (três) tomadas.
PIDS
Compromete-se em colocar a disposição da comunidade no mínimo 1 (um) Monitor de informática com total conhecimento e domínio em:
1. Programas do Computador,
• Microsoft Windows
• Microsoft Word
• Microsoft Excel
• Microsoft PowerPoint
• Monitor Voluntário
• Um Certificado na conclusão do curso
• 1(Uma)hora aula semanal por aluno de junho a dezembro.
Junto a essa programação de inclusão digital e social a ong leva mais 3 projetos:
1. VIOLÃO KA E LÁ. Projeto desenvolvido com fins de dar aulas de violão para comunidades carentes de todas as idades, onde a ONG disponibilizar um instrutor de violão com total domínio e conhecimento das técnicas de ensino, inicio junho de 2010.
2. FLAUTIANDO NA PERIFERIA. Neste projeto participarão as comunidades onde acontecem os cursos de informáticas, será elabora em um dia da semana e cada localidade, onde a ONG disponibiliza uma instrutora de flauta doce com total domínio e conhecimento das técnicas de ensino, junho de 2010.
3. REFORÇO ESCOLAR. Aulas ministradas por voluntários que tenham não só o domínio da matéria, mas também uma facilidade para passar a mesma, com inicio programado para junho de 2010.
VALORES
A ONG PIDS desenvolve esse projeto desde 2001 nos bairros e periferias de nossa cidade, e para manutenção e andamento do Programa ele tem um valor simbólico que os alunos contribuem, que é de R$ 10,00 mensais. (dez reais), esse valor que o aluno de *informática paga, lhe dá direito a fazer todos os outros cursos gratuitamente, isto é, violão, flauta doce e reforço escolar.
*Todos os que não estão matriculados e freqüentando o curso de informática pagaram o valor de R$ 10,00 (dez reais) pelo curso desejado.
O desafio foi lançado, e sabemos que os maiores beneficiados de todo esse fabuloso e educador projeto não é só a comunidade onde ele se instala, mas sim, a nossa sociedade em geral, pois estamos investindo em melhores cidadãos, melhores filhos, melhores pais em fim em um Brasil melhor.
PARCERIAS
Neste documento será definido as parcerias que farão parte deste projeto, onde cada um terá sua divulgação de sua empresa, industria, organização pública ou privada, produtos e serviços. Onde participaram por meio dos seguintes apoios:
• Financeiro
• Mão de obra (serviços a ONG)
• Meteríais (escritorio e Informática)
• Combústivel
• Transportes (dos monitores e equipamentos)
• Publicidades (site)
• Treinamentos
Onde a ONG PIDS divulgará por meio de contratos especificando detalhadamente o tipo de publicidade onde eles apareceram.
MÍDIAS
• Tele visionada
• Fonada
• Escrita
• Internet no site da ONG PIDS
• Folder
• Camisetas
• Adesivos
Cada mídia terá o valor exposto no contrato ou a troca de serviço prestado a ONG PIDS, onde o divulgado será colocado como PATROCINADOR, do Projeto PROGRAMA INFORMÁTICA NA COMUNIDADE.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Chimarrão.
MATE AMARGO
Milonga
Música de Amalia de la Vega
Letra de Tabaré Regules
Mate amargo que naciste
en la rueda de un fogón,
derramando tradición
entre un estilo y un triste.
Mate amargo que trajiste
entre tu yerba sabrosa
la suavidad primorosa
de una mano de mujer
y el embrujo de un querer
con que te cebó una moza.
Sos el amigo sincero
con quien a solas proseando
pasás las horas rodando
en un galope ligero.
Sos sereno consejero
que escuchamos con halago,
y entre un trago y otro trago
mientras la pava se queja,
nos hablás de cosas viejas,
de la querencia y el pago.
El más bravo se arrocina
al paladear tu amargura,
sos sabroso como achura
y querendón como china.
Sos alma de la cocina
que alegra reunión sencilla
y mientras la llama brilla
vos vas con tierno embeleso,
como si fueras un beso
aleteando en la bombilla.
Y cuando ya galopeao
como pájaro sin pluma,
el agua no forma espuma
y estás del todo lavao.
Tenés siempre algún costao
pa’ que el hombre te aproveche,
te da vuelta, y sin que te eche
yerba, quedás de primera,
sos como vaca mañera
que sabe esconder la leche.
Milonga
Música de Amalia de la Vega
Letra de Tabaré Regules
Mate amargo que naciste
en la rueda de un fogón,
derramando tradición
entre un estilo y un triste.
Mate amargo que trajiste
entre tu yerba sabrosa
la suavidad primorosa
de una mano de mujer
y el embrujo de un querer
con que te cebó una moza.
Sos el amigo sincero
con quien a solas proseando
pasás las horas rodando
en un galope ligero.
Sos sereno consejero
que escuchamos con halago,
y entre un trago y otro trago
mientras la pava se queja,
nos hablás de cosas viejas,
de la querencia y el pago.
El más bravo se arrocina
al paladear tu amargura,
sos sabroso como achura
y querendón como china.
Sos alma de la cocina
que alegra reunión sencilla
y mientras la llama brilla
vos vas con tierno embeleso,
como si fueras un beso
aleteando en la bombilla.
Y cuando ya galopeao
como pájaro sin pluma,
el agua no forma espuma
y estás del todo lavao.
Tenés siempre algún costao
pa’ que el hombre te aproveche,
te da vuelta, y sin que te eche
yerba, quedás de primera,
sos como vaca mañera
que sabe esconder la leche.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Humanidade seculo XXl
23/05/2000
UM "CHAT" COM PIERRE LÉVY
Eduardo Veras/Agência RBS
Num futuro não muito distante, as fronteiras territoriais serão abolidas e ninguém mais vai precisar de líderes. A democracia estará disseminada pelo globo, e a humanidade viverá sob um único governo planetário. Tudo graças à rede mundial de computadores, a Internet. Pelo menos é o que espera o pensador francês Pierre Lévy, 43 anos, tido como o mais otimista dos filósofos europeus contemporâneos. Em sua quinta ou sexta visita ao Brasil (ele perdeu a conta), o autor de A Inteligência Coletiva realiza uma série de conferências sobre cibercultura. Nesta segunda-feira, pela manhã, em Porto Alegre, ele concedeu esta entrevista para a Agência RBS.
Agência RBS – O sr. diz que a Internet criou um espaço democrático, em que mais gente tem acesso à informação e maior chance de se manifestar. Mas nem todo mundo tem acesso à Internet. Isso não acabaria aumentando a distância entre pobres e ricos, por exemplo?
Pierre Lévy – Os que têm acesso à Internet estão conectados com a inteligência coletiva, todos os conhecimentos possíveis e todas as pessoas, todos os grupos de discussão. É algo vivo e muito democrático. Uma comunicação horizontal, não como a do jornal, do rádio ou da TV, que é vertical. Quem participa do movimento da cibercultura vive num universo cada vez mais democrático. Os que não participam estão obviamente excluídos. Isso é muito inquietante. A boa notícia é que há um aumento do número de conexões. A Internet é o sistema de comunicação que se reproduziu mais rapidamente em toda a história dos sistemas de comunicação. Há 10 anos, havia menos de 1% do planeta conectado. Hoje, em certos países, na Escandinávia, 80% da população está conectada. Em certos Estados norte-americanos, já se ultrapassou 50%.
Agência RBS – Em países pobres é bem diferente.
Lévy – Os dois países do mundo em que o aumento de conexões é mais forte são o Brasil e a China. Você não pode ser impaciente. Já é extraordinária a rapidez com que tudo isso vem ocorrendo. Antes de a Internet chegar a todo mundo, é preciso tempo. Se você pensar que o alfabeto foi inventado há 3 mil anos e somente depois de alguns séculos a maioria da humanidade passou a ler...
Agência RBS – O sr. acha que vivemos um momento tão importante quanto o do advento da imprensa?
Lévy – Mais importante. Quando se inventou a imprensa, o resultado mais importante foi talvez a criação da comunidade científica, graças aos livros e revistas que traziam números corretos, desenhos corretos. Com a imprensa, a humanidade pôde acumular conhecimento. Os sábios puderam se comunicar uns com os outros. O problema da memória foi resolvido. Os homens puderam se concentrar sobre a observação e a experimentação. Hoje, a participação ativa não está mais limitada a um pequeno grupo, a comunidade científica. Todas as pessoas podem participar dessa inteligência coletiva. É uma escala maior. O resultado provavelmente em uma dezena de anos será o fim das fronteiras nacionais, um governo planetário, uma nova forma de democracia, com participação mais direta.
Agência RBS – Não haveria mais os líderes, as pessoas que comandam?
Lévy – No futuro, todo mundo vai comandar. Vão acabar as pessoas que comandam.
Agência RBS – É uma utopia.
Lévy – Sim. É uma utopia. Se você houvesse dito no início do século 18 que em dois séculos haveria o sufrágio universal na maioria dos países do mundo, diriam que você estava louco. A cada salto no sistema de comunicação, na inteligência coletiva da humanidade, se tem mais liberdade.
Agência RBS – O sr. acredita que o advento da web chega a afetar a construção do pensamento do homem contemporâneo?
Lévy – Isso já começou. As pessoas hoje não aprendem a contar como contavam antes da calculadora. O uso que se faz da memória é completamente diferente. Temos todas as informações disponíveis na Internet. Não precisamos mais saber as coisas de cor. Os instrumentos de percepção se tornaram coletivos. Do Canadá, posso saber o que se passa em Porto Alegre. Posso olhar por tudo, pelo interior do corpo humano, imagens médicas etc. Isso transforma totalmente nossa percepção do mundo.
Agência RBS – Isso muda a vida até de quem não tem acesso à Internet?
Lévy – Sim. Se muda todo o funcionamento da sociedade, muda também a sociedade para aquele que não está conectado.
Agência RBS – Como o sr. vê o que poderíamos chamar de mau uso que se faz da Internet? A pornografia infantil, por exemplo.
Lévy – A Internet é uma espécie de projeção de tudo que há no espírito humano. No espírito humano, o sexo ocupa uma parte muito grande. É algo biológico. Se não fôssemos obcecados por sexo, não nos reproduziríamos. Temos uma certa agressividade. Se não tivéssemos, a espécie humana teria desaparecido. Essa agressividade nos serviu muito na época pré-histórica. Hoje, é preciso sublimar essa agressividade, assim como se faz com a sexualidade. Podemos sublimar a sexualidade no amor, por exemplo. Mas digamos que o instinto bruto permanece. Os comportamentos agressivos acabam se manifestando. O ciúme, os maus sentimentos que existem no espírito humano também vão aparecer na Internet. É um espaço de pensamento e comunicação em que não há censura. O que é interessante é que há menos hipocrisia.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Agencia Humanidade/ONG PIDS.
Projeto Inclusão Digital chega até o Projeto Criança Feliz
O Projeto de Inclusão Digital e Social (PIDS) é a iniciativa de uma ONG que tem como meta formar 1 mil alunos em Informática e, para tanto, elege uma comunidade por ano para ministrar aulas. Neste ano, o curso está acontecendo no assentamento São Leopoldo, na Faxina, por intermédio da Cooperforte, e também no projeto Seces - Sociedade Eclética Caridade Esperança Solar, por meio do Projeto Criança Feliz, onde são atendidos 80 alunos, nos turnos manhã e tarde.
A presidente da Seces, Cléia Gonçalves, conta que os computadores do Projeto Criança Feliz estavam à espera de um professor voluntário. Também era preciso trocar algumas peças. Assim, o presidente da Câmara de Vereadores de Canoas, César Paulo Mossini, realizou a reforma nas máquinas antigas e doou 11 computadores novos para o projeto, os quais serão utilizados nas aulas. Os que sobrarem serão doados às famílias que estão cursando a capacitação.
O PIDS conta com o auxílio do professor Luis Claudio Carvalho, Dário Corrêa e Fabiana Asconavieta, trazendo os conhecimentos de informática para crianças e adultos. Os alunos contribuem com R$ 10,00 mensais, de março a dezembro. Carvalho relata que a ideia do PIDS é tornar-se uma escola itinerante para levar a todos os bairros o projeto, que acontece desde o ano 2000. Um dos registros do professor é que são vários os ex-alunos - em todos os bairros que visita pode ver um ex-aluno.
A ONG aceita doações de computadores periféricos tendo apoio de empresas. Neste ano já teve doação da loja Augusto Leonel Fernandes, Polícia Civil, Alatec, Virtual Informática, Global Informática, Shopping Informática, LCD Informática e Posto Fortím.
Além das aulas de informática, o Programa de Inclusão Digital está oferecendo aulas de reforços que entram no pacote de R$ 10,00, para aulas de português, matemática, espanhol e inglês e também aulas de flauta doce e violão. "Temos que preparar as crianças para o futuro", diz Cléia. O projeto continua mantendo-se com doações da comunidade. Para os cursos oferecidos pela ONG, ainda há vagas para os turnos manhã e tarde, das 9h ao meio-dia ou das 13h às 19h. Cléia lembra que o advogado do projeto continua à disposição das famílias do Criança Feliz, atendendo sempre que é solicitado.
ONG PIDS
Os avanços dos meios de comunicação oferecem hoje inúmeras possibilidades para aqueles que têm acesso, encurtando as distâncias e redefinindo a relações sociais. Para a ONG PIDS, o papel dela dentro desta nova geração de dezenas de milhares de aparelhos cibernéticos é servir como ferramenta de alcance para aqueles que não disponibilizam destes meios, enfim as comunidades carentes. Ao mesmo tempo deste crescimento virtual é gerada uma nova massa de pessoas que não dispõem destes equipamentos ou dos conhecimentos necessários para estar em dia com tudo que as novas tecnologias oferecem.
Assim, surgiu entre muitas outras ferramentas, o Programa Inclusão Digital e Social, desenvolvendo ações cidadania nas periferias de nossa cidade de Sant'Ana do Livramento, travando um alto desafio não só para equipe de diretores, coordenadores, monitores e alunos, mas sim, também, neste ano de 2010, às novas parcerias que neste projeto virão somar forças.
O objetivo é atingir as crianças de 6 a 13 anos de idade, incentivando, auxiliando no estímulo do processo de estudo nas escolas do ensino secular padrão, os alunos de 14 a 21 anos com os mesmos fins. Trazendo não só a informática como principal bandeira, mas também outros processos sociais educadores como reforço escolar, idiomas, meio ambiente, esportes, teatro comunitário, música e dança, incentivo ao serviço voluntariado, e cursos que promovam uma autosustentabilidade capacitando estes para o primeiro emprego e uma vaga no mercado de trabalho, onde juntamos com estes objetivos mais estas ferramentas uma forma de provocar o distanciamento destes da situação de risco, das idades de 22 em diante com treinamentos e capacitação em cursos de artesanato, padaria e confeitaria, confecções, secretariado básico e horta comunitária.
O programa informática na comunidade apresenta este projeto como justificativa diante de um contexto atualizado e real onde a falta de capacitação e despreparo profissional tornam nossos cidadãos sem condições de desempenharem uma função nas áreas informatizadas, mesmo sabendo que ela faz parte de nosso dia a dia de forma direta ou indireta, e para muitos seja esta para manutenção de suas vagas no mercado de trabalho como para a conquista da mesma. “Para escalar o muro social, pois quebrá-lo é quase impossível, pois ele sempre existiu no passado no início da criação dos primeiros computadores e ainda resiste até agora, ainda que a parte logística criou meios da população adquiri-lo com facilidades, mas o acesso ao técnico-físico; sensibilização, contato e uso básico e ao intelectual; educação,formação ou seja geração do conhecimento andam juntos”, registra a ONG.
Atuando a
todo vapor
Cooperforte - Em uma parceria com a Cooperforte, que abriu um espaço para ser executado durante o ano de 2010 o PIDS lá no Assentamento São Leopoldo, onde o Programa Informática na Comunidade estará durante toda as sextas-feiras do ano até dezembro, com aulas de inicialização à informática. O sucesso desta parceria já é notável, pois além da comunidade assentada local, participam em grande números os assentamentos Fidel Castro, Sepe Tiarajú, Santa Rita e outros, hoje já se somam mais de 70 alunos.
Após a publicação de uma reportagem no Jornal A Plateia, onde Terezinha e Cléia expressavam os sentimentos de grandes vitórias em seu Projeto Criança Feliz, que atendia em média 40 famílias, somando um total de 120 crianças que se beneficiavam com diversas ações sociais deste grupo e para esse ano de 2010.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
ANDA
A exploração dos animais pela humanidade
16 de maio de 2010
Segundo o advogado Daniel Lourenço, colunista da ANDA, nós tratamos hoje os animais como coisas e não damos importância para a vida deles. Em entrevista, por e-mail, à IHU On-Line, ele diz que “houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais” e salienta que “os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais”, o que, para ele, é mentira e anti-ético, uma vez que são usados argumentos relacionados à ética para rejeitar pesquisas e experimentos científicos com seres humanos.
Nesta entrevista, Daniel analisa a recém-aprovada Lei Arouca, que estabelece regras acerca do uso dos animais como cobaias. Ele também reflete acerca do direito e da ética animal a partir do uso que se dá aos animais hoje nas universidades, nas pesquisas universitárias e até mesmo pela sociedade em geral. “Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade”, disse ele.
Daniel Braga Lourenço é graduado em direito pela PUC-Rio com especialização em Direito Ambiental Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Realizou mestrado em Direito na Universidade Gama Filho. Atua como assessor jurídico na ONG Espaço Gaia, é coordenador do Instituto Abolicionista Animal, colunista da ANDA e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Depois de muitos anos correndo no Congresso, o projeto que estabelece os critérios de uso de animais como cobaias foi aprovado e agora aguarda sanção do presidente Lula. Qual a sua avaliação sobre este projeto?
Daniel Lourenço – É triste constatar que todo esse tempo se mostrou insuficiente para que se percebesse que o PL n. 1.154/95 representa um retrocesso e não um avanço relativamente ao tema da utilização de animais na pesquisa científica. No campo ideológico, como partidário dos direitos dos animais, me oponho frontalmente a qualquer tipo de norma que corrobore a exploração e a instrumentalização dos animais. As chamadas leis de “bem-estar animal”, entre as quais indubitavelmente se inclui o PL supramencionado (comumente designado como “Lei Arouca”), trabalham com o equivocado paradigma do animal como coisa, como propriedade. Por essa razão, o âmbito de eficácia desse tipo de lei é, em realidade, bastante reduzido no que se refere à real salvaguarda dos interesses mais básicos dos seres envolvidos nas atividades humanas que estas leis pretendem regulamentar. A analogia com a escravidão humana é bastante ilustrativa para compreendermos melhor esse ponto.
Como é sabido, houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais. Com o passar do tempo, principalmente a partir do século XVII, houve leis de “bem-estar” para os escravos, tal como hoje temos leis de “bem-estar” para os animais. Existiram normas, por exemplo, que limitavam ou reduziam a quantidade de açoites diários. É claro que, do ponto de vista meramente quantitativo, isso representava uma melhoria na condição do escravo, pois é sempre melhor receber menos castigo do que mais. Todavia, do ponto de vista qualitativo, esse tipo de norma não retirava o escravo da odiosa condição de objeto. O mesmo ocorre com os animais. As leis de proteção animal eventualmente podem acarretar melhorias pontuais, quando muito, mas não retiram a condição do animal como coisa. O PL 1.145/95, nesse sentido, não traz um questionamento sobre a moralidade em si de utilizarmos animais como objetos de pesquisa, mas apenas regulamenta essa atividade, anestesiando a consciência do cidadão não atento às raízes do problema.
IHU On-Line – Que novas perspectivas podemos ter em relação ao direito dos animais no Brasil? De que forma essa lei pode evoluir?
Daniel Lourenço – As perspectivas a curto prazo não são boas, até porque o Brasil, para não fugir à regra dos demais países, não reconhece os animais como autênticos sujeitos de direitos. Os animais, portanto, não titularizam direitos subjetivos e continuam indevidamente atados ao dogma da coisificação: são tidos como “bens móveis” pela legislação civil e “recursos naturais” pelas leis ambientais. Essa visão instrumental revela o caráter descartável da vida não-humana. Vale a pena novamente frisar que há uma distinção clara entre a ideologia do protecionismo animal e dos direitos dos animais propriamente ditos. Como mencionado, as ditas leis de proteção animal apenas regulamentam o uso dos animais, colocando eventuais salvaguardas no intuito de minimizar o paradoxal “sofrimento desnecessário”, mas jamais questionam a moralidade dessas mesmas instituições e condutas. A teoria dos direitos dos animais, por sua vez, tendo por base o fato de que boa parte dos animais é senciente, postula o rompimento da idéia de que deles possamos fazer uso como meios para nossos fins, incompatível, portanto, com o paradigma do animal como propriedade.
Como afirma Tom Regan, não queremos jaulas vazias ou maiores, não queremos jaulas. Nessa linha, não lutamos pela regulamentação e sim pela abolição da utilização de animais. Muito embora o desafio seja gigantesco, vemos que, paulatinamente, o tema dos direitos dos animais vem sendo discutido com maior seriedade no meio acadêmico e com isso, vem ganhando legitimidade. Exemplo disso é o crescente envolvimento de pessoas sérias e renomadas no estudo do tema, e da existência, por exemplo, de uma “Revista Brasileira de Direito Animal”, bem como da realização, agora em outubro, do “I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal na Universidade Federal da Bahia”. Não vejo como as leis de bem-estar possam efetivamente “evoluir”, a não ser que deixem de regulamentar e passem a abolir o uso de animais. O paradigma do modelo animal pareceu viável nos séculos XVIII e XIX, pois os conhecimentos fisiológicos e anatômicos ainda eram bastante incipientes. Hoje, em pleno século XXI, essas idéias são claramente comodistas e obsoletas.
IHU On-Line – Como o senhor avalia a forma como os animais são usados dentro das universidades e centros de pesquisa?
Daniel Lourenço – Os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais. Isso é uma falácia e, mesmo que não fosse, a pesquisa não-consentida deveria ser rejeitada com base em argumentos nos mesmos argumentos éticos que utilizamos para vedá-la quando feita em humanos. De fato, a pesquisa científica que faz uso de animais convive com um paradoxo insolúvel, qual seja: ou os animais são iguais a nós em todos os aspectos biológicos relevantes e não devemos levar adiante a pesquisa não-consentida pelas mesmas razões pelas quais não a conduzimos em seres humanos, ou os animais são diferentes de nós nesses mesmos aspectos e, por esse motivo, pela impossibilidade real de extrapolação e derivação de resultados, a pesquisa seria igualmente injustificável do ponto de vista técnico. Mesmo sob uma ótica meramente reformista, as universidades deveriam priorizar o uso de recursos substitutivos, garantir a objeção de consciência e vedar absolutamente a repetição de experimentos com resultados conhecidos. Penso, no entanto, que o real enfrentamento do tema nos leva a concluir, tanto do ponto de vista técnico, como ético, pela rejeição ao modelo animal.
IHU On-Line – Hoje, 115 milhões de cobaias são usadas em um ano, para pesquisas científicas. Como avalia as leis de controle de uso de cobaias no mundo?
Daniel Lourenço – As leis de controle de uso de cobaias no mundo tendem a adotar a filosofia dos 3R’s (Replacement, Reduction, e Refinement). Sob esse prisma, são tidos como métodos alternativos todos os que se propõem a reduzir o número de animais utilizados para a execução de um determinado experimento, diminuir o sofrimento animal por meio do refinamento da técnica e da completa substituição do uso de animais por outros métodos. A meu juízo, somente a última espécie se coaduna com o que dispõe o § 1º do art. 32 da Lei n. 9.605/98. No entanto, contaminados por uma filosofia cartesiana, o experimentador é comumente dessensibilizado ante o sofrimento de seus pacientes. A dor e o sofrimento em sentido amplo são manifestações primariamente orgânicas que se revelam igualmente relevantes tanto em humanos quanto em não humanos. Não há qualquer razão do ponto de vista científico ou moral para que consideremos que esses estados negativos menos importantes quando sentidos por animais não-humanos. É somente por um especismo ordinário, tão simplório quanto o racismo mais descarado, que vedamos aos animais o acesso a essa esfera mínima de garantias e de igual consideração de interesses.
IHU On-Line – Como o senhor trata a Teoria dos Entes Despersonalizados?
Daniel Lourenço – A obra Direito dos animais: fundamentação e novas perspectivas (Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2008), fruto de minhas pesquisas por ocasião da realização do mestrado em Direito, pretende discutir criticamente o paradigma do animal como propriedade. Nesse sentido, procuro fundamentar a colocação do animal como sujeito de direito. Para tanto, temos várias alternativas. A maior parte da escassa doutrina abolicionista no país tenta fazê-lo utilizando-se da categoria de “pessoa”. Embora não discorde fundamentalmente de que animais possam eventualmente vir a ser categorizados como “pessoas” no âmbito do Direito, acredito que essa opção revela uma difícil implementação de ordem prática, pois necessitaríamos de uma modificação legislativa significativa.
Além disso, certamente esbarraríamos no nosso “orgulho de espécie” por meio do qual é sempre mais complexo o processo de inclusão de não-humanos dentro de uma mesma categoria em que figuram os humanos, que sofreriam uma “ameaça conceitual”. Procurando fugir desses problemas, desenvolvo criativamente uma distinção conceitual entre pessoa e sujeito de direito, afirmando que há sujeitos de direitos personificados (pessoas) e sujeitos de direitos despersonificados ou despersonalizados. Entre os sujeitos de direito personificados, teríamos os humanos (pessoas humanas) e não-humanas (pessoas jurídicas), o mesmo acontecendo com os não-personificados. Teríamos entes despersonalizados humanos (embrião) e não-humanos (entes do art. 12 do CPC, por exemplo, e os animais). Essa solução me parece menos traumática e mais palatável.
IHU On-Line – Além do uso de animais como cobaia, como você vê os sistemas de criação e abate de animais para consumo hoje no país?
Daniel Lourenço – Tal como mencionado, as leis que regulamentam o também paradoxal “abate humanitário” trabalham sob o paradigma do animal como instrumento, como coisa. Para os fins de proteção do interesse desses animais de continuarem a viver de acordo com o seu ciclo biológico natural, de nada adianta que a sua morte seja pretensamente indolor ou que até o abate seja tratado do modo mais “humanitário” possível. Para eles o fim será sempre o mesmo: a morte. Se defendo que animais têm o direito à vida, me oponho a que sejam utilizados para o abate, não importa o quão tecnicamente refinado seja esse abate. Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade.
IHU On-Line – Gostaria de refazer uma pergunta que o senhor fez a si mesmo no texto “a ‘textura aberta’ da linguagem e o conceito jurídico de animal”. Na linguagem do Direito, quais os seres vivos que poderiam ser abarcados no conceito de animal? Como são feitas as diferenciações entre os animais dentro do debate sobre ética animal e direito animal
Daniel Lourenço – No artigo que você menciona, procurei fazer uma abordagem sobre o conceito jurídico de animal. Percebemos nitidamente que esse conceito sofre diversas distorções à mercê dos nossos próprios interesses. É, de fato, bastante curioso, por exemplo, verificar, que de acordo com nossa legislação, o homem mesmo não é tido como uma espécie animal, pois o art. 17 do Decreto n. 24.645/34 define animal como sendo “todo ser irracional, quadrúpede ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos”. Repare que há um retorno romântico, quase que mítico à mentalidade pré-darwiniana do homem como semi-divindade, colocado absolutamente apartado no ápice da “Grande Cadeia do Ser”. Nesse sentido, a meu juízo, há uma supervalorização do problema de se definir onde se situa a linha biológica a partir da qual os animais titularizariam direitos ou não. Muito embora, nesse sentido, admita que exista, de fato, uma zona de incerteza onde não sabemos precisar se determinadas espécies fariam jus a essa inclusão como sujeitos de direitos (ex.: insetos e microorganismos), há uma zona de certeza bastante significativa que inclui a vasta e larga maioria dos animais que exploramos diariamente.
16 de maio de 2010
Segundo o advogado Daniel Lourenço, colunista da ANDA, nós tratamos hoje os animais como coisas e não damos importância para a vida deles. Em entrevista, por e-mail, à IHU On-Line, ele diz que “houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais” e salienta que “os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais”, o que, para ele, é mentira e anti-ético, uma vez que são usados argumentos relacionados à ética para rejeitar pesquisas e experimentos científicos com seres humanos.
Nesta entrevista, Daniel analisa a recém-aprovada Lei Arouca, que estabelece regras acerca do uso dos animais como cobaias. Ele também reflete acerca do direito e da ética animal a partir do uso que se dá aos animais hoje nas universidades, nas pesquisas universitárias e até mesmo pela sociedade em geral. “Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade”, disse ele.
Daniel Braga Lourenço é graduado em direito pela PUC-Rio com especialização em Direito Ambiental Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Realizou mestrado em Direito na Universidade Gama Filho. Atua como assessor jurídico na ONG Espaço Gaia, é coordenador do Instituto Abolicionista Animal, colunista da ANDA e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Depois de muitos anos correndo no Congresso, o projeto que estabelece os critérios de uso de animais como cobaias foi aprovado e agora aguarda sanção do presidente Lula. Qual a sua avaliação sobre este projeto?
Daniel Lourenço – É triste constatar que todo esse tempo se mostrou insuficiente para que se percebesse que o PL n. 1.154/95 representa um retrocesso e não um avanço relativamente ao tema da utilização de animais na pesquisa científica. No campo ideológico, como partidário dos direitos dos animais, me oponho frontalmente a qualquer tipo de norma que corrobore a exploração e a instrumentalização dos animais. As chamadas leis de “bem-estar animal”, entre as quais indubitavelmente se inclui o PL supramencionado (comumente designado como “Lei Arouca”), trabalham com o equivocado paradigma do animal como coisa, como propriedade. Por essa razão, o âmbito de eficácia desse tipo de lei é, em realidade, bastante reduzido no que se refere à real salvaguarda dos interesses mais básicos dos seres envolvidos nas atividades humanas que estas leis pretendem regulamentar. A analogia com a escravidão humana é bastante ilustrativa para compreendermos melhor esse ponto.
Como é sabido, houve períodos históricos em que os próprios seres humanos foram tidos como propriedade, como coisa, e tratados basicamente da mesma forma com que hoje tratamos os animais. Com o passar do tempo, principalmente a partir do século XVII, houve leis de “bem-estar” para os escravos, tal como hoje temos leis de “bem-estar” para os animais. Existiram normas, por exemplo, que limitavam ou reduziam a quantidade de açoites diários. É claro que, do ponto de vista meramente quantitativo, isso representava uma melhoria na condição do escravo, pois é sempre melhor receber menos castigo do que mais. Todavia, do ponto de vista qualitativo, esse tipo de norma não retirava o escravo da odiosa condição de objeto. O mesmo ocorre com os animais. As leis de proteção animal eventualmente podem acarretar melhorias pontuais, quando muito, mas não retiram a condição do animal como coisa. O PL 1.145/95, nesse sentido, não traz um questionamento sobre a moralidade em si de utilizarmos animais como objetos de pesquisa, mas apenas regulamenta essa atividade, anestesiando a consciência do cidadão não atento às raízes do problema.
IHU On-Line – Que novas perspectivas podemos ter em relação ao direito dos animais no Brasil? De que forma essa lei pode evoluir?
Daniel Lourenço – As perspectivas a curto prazo não são boas, até porque o Brasil, para não fugir à regra dos demais países, não reconhece os animais como autênticos sujeitos de direitos. Os animais, portanto, não titularizam direitos subjetivos e continuam indevidamente atados ao dogma da coisificação: são tidos como “bens móveis” pela legislação civil e “recursos naturais” pelas leis ambientais. Essa visão instrumental revela o caráter descartável da vida não-humana. Vale a pena novamente frisar que há uma distinção clara entre a ideologia do protecionismo animal e dos direitos dos animais propriamente ditos. Como mencionado, as ditas leis de proteção animal apenas regulamentam o uso dos animais, colocando eventuais salvaguardas no intuito de minimizar o paradoxal “sofrimento desnecessário”, mas jamais questionam a moralidade dessas mesmas instituições e condutas. A teoria dos direitos dos animais, por sua vez, tendo por base o fato de que boa parte dos animais é senciente, postula o rompimento da idéia de que deles possamos fazer uso como meios para nossos fins, incompatível, portanto, com o paradigma do animal como propriedade.
Como afirma Tom Regan, não queremos jaulas vazias ou maiores, não queremos jaulas. Nessa linha, não lutamos pela regulamentação e sim pela abolição da utilização de animais. Muito embora o desafio seja gigantesco, vemos que, paulatinamente, o tema dos direitos dos animais vem sendo discutido com maior seriedade no meio acadêmico e com isso, vem ganhando legitimidade. Exemplo disso é o crescente envolvimento de pessoas sérias e renomadas no estudo do tema, e da existência, por exemplo, de uma “Revista Brasileira de Direito Animal”, bem como da realização, agora em outubro, do “I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal na Universidade Federal da Bahia”. Não vejo como as leis de bem-estar possam efetivamente “evoluir”, a não ser que deixem de regulamentar e passem a abolir o uso de animais. O paradigma do modelo animal pareceu viável nos séculos XVIII e XIX, pois os conhecimentos fisiológicos e anatômicos ainda eram bastante incipientes. Hoje, em pleno século XXI, essas idéias são claramente comodistas e obsoletas.
IHU On-Line – Como o senhor avalia a forma como os animais são usados dentro das universidades e centros de pesquisa?
Daniel Lourenço – Os centros de pesquisa dentro das universidades baseiam-se no mito segundo o qual a pesquisa biomédica só é possível com experiências em animais. Isso é uma falácia e, mesmo que não fosse, a pesquisa não-consentida deveria ser rejeitada com base em argumentos nos mesmos argumentos éticos que utilizamos para vedá-la quando feita em humanos. De fato, a pesquisa científica que faz uso de animais convive com um paradoxo insolúvel, qual seja: ou os animais são iguais a nós em todos os aspectos biológicos relevantes e não devemos levar adiante a pesquisa não-consentida pelas mesmas razões pelas quais não a conduzimos em seres humanos, ou os animais são diferentes de nós nesses mesmos aspectos e, por esse motivo, pela impossibilidade real de extrapolação e derivação de resultados, a pesquisa seria igualmente injustificável do ponto de vista técnico. Mesmo sob uma ótica meramente reformista, as universidades deveriam priorizar o uso de recursos substitutivos, garantir a objeção de consciência e vedar absolutamente a repetição de experimentos com resultados conhecidos. Penso, no entanto, que o real enfrentamento do tema nos leva a concluir, tanto do ponto de vista técnico, como ético, pela rejeição ao modelo animal.
IHU On-Line – Hoje, 115 milhões de cobaias são usadas em um ano, para pesquisas científicas. Como avalia as leis de controle de uso de cobaias no mundo?
Daniel Lourenço – As leis de controle de uso de cobaias no mundo tendem a adotar a filosofia dos 3R’s (Replacement, Reduction, e Refinement). Sob esse prisma, são tidos como métodos alternativos todos os que se propõem a reduzir o número de animais utilizados para a execução de um determinado experimento, diminuir o sofrimento animal por meio do refinamento da técnica e da completa substituição do uso de animais por outros métodos. A meu juízo, somente a última espécie se coaduna com o que dispõe o § 1º do art. 32 da Lei n. 9.605/98. No entanto, contaminados por uma filosofia cartesiana, o experimentador é comumente dessensibilizado ante o sofrimento de seus pacientes. A dor e o sofrimento em sentido amplo são manifestações primariamente orgânicas que se revelam igualmente relevantes tanto em humanos quanto em não humanos. Não há qualquer razão do ponto de vista científico ou moral para que consideremos que esses estados negativos menos importantes quando sentidos por animais não-humanos. É somente por um especismo ordinário, tão simplório quanto o racismo mais descarado, que vedamos aos animais o acesso a essa esfera mínima de garantias e de igual consideração de interesses.
IHU On-Line – Como o senhor trata a Teoria dos Entes Despersonalizados?
Daniel Lourenço – A obra Direito dos animais: fundamentação e novas perspectivas (Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2008), fruto de minhas pesquisas por ocasião da realização do mestrado em Direito, pretende discutir criticamente o paradigma do animal como propriedade. Nesse sentido, procuro fundamentar a colocação do animal como sujeito de direito. Para tanto, temos várias alternativas. A maior parte da escassa doutrina abolicionista no país tenta fazê-lo utilizando-se da categoria de “pessoa”. Embora não discorde fundamentalmente de que animais possam eventualmente vir a ser categorizados como “pessoas” no âmbito do Direito, acredito que essa opção revela uma difícil implementação de ordem prática, pois necessitaríamos de uma modificação legislativa significativa.
Além disso, certamente esbarraríamos no nosso “orgulho de espécie” por meio do qual é sempre mais complexo o processo de inclusão de não-humanos dentro de uma mesma categoria em que figuram os humanos, que sofreriam uma “ameaça conceitual”. Procurando fugir desses problemas, desenvolvo criativamente uma distinção conceitual entre pessoa e sujeito de direito, afirmando que há sujeitos de direitos personificados (pessoas) e sujeitos de direitos despersonificados ou despersonalizados. Entre os sujeitos de direito personificados, teríamos os humanos (pessoas humanas) e não-humanas (pessoas jurídicas), o mesmo acontecendo com os não-personificados. Teríamos entes despersonalizados humanos (embrião) e não-humanos (entes do art. 12 do CPC, por exemplo, e os animais). Essa solução me parece menos traumática e mais palatável.
IHU On-Line – Além do uso de animais como cobaia, como você vê os sistemas de criação e abate de animais para consumo hoje no país?
Daniel Lourenço – Tal como mencionado, as leis que regulamentam o também paradoxal “abate humanitário” trabalham sob o paradigma do animal como instrumento, como coisa. Para os fins de proteção do interesse desses animais de continuarem a viver de acordo com o seu ciclo biológico natural, de nada adianta que a sua morte seja pretensamente indolor ou que até o abate seja tratado do modo mais “humanitário” possível. Para eles o fim será sempre o mesmo: a morte. Se defendo que animais têm o direito à vida, me oponho a que sejam utilizados para o abate, não importa o quão tecnicamente refinado seja esse abate. Acho eticamente complicado justificarmos o abate de animais para alimentação sob todos os prismas, principalmente quando temos alternativas alimentares plenamente viáveis nesse sentido. Comemos animais por prazer e hábito, não por necessidade.
IHU On-Line – Gostaria de refazer uma pergunta que o senhor fez a si mesmo no texto “a ‘textura aberta’ da linguagem e o conceito jurídico de animal”. Na linguagem do Direito, quais os seres vivos que poderiam ser abarcados no conceito de animal? Como são feitas as diferenciações entre os animais dentro do debate sobre ética animal e direito animal
Daniel Lourenço – No artigo que você menciona, procurei fazer uma abordagem sobre o conceito jurídico de animal. Percebemos nitidamente que esse conceito sofre diversas distorções à mercê dos nossos próprios interesses. É, de fato, bastante curioso, por exemplo, verificar, que de acordo com nossa legislação, o homem mesmo não é tido como uma espécie animal, pois o art. 17 do Decreto n. 24.645/34 define animal como sendo “todo ser irracional, quadrúpede ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos”. Repare que há um retorno romântico, quase que mítico à mentalidade pré-darwiniana do homem como semi-divindade, colocado absolutamente apartado no ápice da “Grande Cadeia do Ser”. Nesse sentido, a meu juízo, há uma supervalorização do problema de se definir onde se situa a linha biológica a partir da qual os animais titularizariam direitos ou não. Muito embora, nesse sentido, admita que exista, de fato, uma zona de incerteza onde não sabemos precisar se determinadas espécies fariam jus a essa inclusão como sujeitos de direitos (ex.: insetos e microorganismos), há uma zona de certeza bastante significativa que inclui a vasta e larga maioria dos animais que exploramos diariamente.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Relatório 2010 dos Projetos da Agencia Humanidade.
Contigo...
Vamos a
fazer muito
Mais!
Ganha
Santana do Livramento
Use estes produtos e colabore nesta grande obra de ação sócio ambiental.
Para doações voluntarias pode fazer por meio da conta bancaria nº 013 62 17-8 da agencia 0505 do Banco da Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas.
Projetos sócio ambientais.
2009/2010 – Palestras para alunos dos colégios, escolas e universidades no município de Santana do Livramento conscientizando os mesmos sobre nossa responsabilidade social e ambiental.
2009/2010 – Divulgação do Projeto Sócio Econômico “A Arca da Aliança”, junto a instituições, empresas, comercio e comunidade.
2009/2010 – Trabalhos Comunitários junto com Associações de Bairros.
2009/2010 – Vila 300 construção de sua sede comunitária usando o método de garrafas pet.
2010 – Informática na Comunidade, em parceria com a ONG “PIDS” (Projeto de Inclusão Digital e Social), desde o mês março já estamos levando estes cursos a dois locais, Assentamento São Leopoldo, junto com a Cooperativa “Coperforte” e no bairro Armour junto ao Projeto “Criança Feliz” SECES.
2010/2011 – Projeto Abolição Animal, fazer por meio de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular o município de Santana do Livramento, Zona Livre do Comercio e Exploração dos Animais.
Estamos necessitando parceria para poder estender estes cursos a outras comunidades e a Penitenciaria Estadual de Santana do Livramento.
Atenciosamente, Dario Correa, diretor.
Por informações ou adesões favor se comunicar por meio de nosso e-mail:
agenciahumanidade@gmail.com
Santana do Livramento, 19 de maio de 2010.
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