Previsões Otimistas sobre o Futuro da Humanidade
23/05/2000
UM "CHAT" COM PIERRE LÉVY
Eduardo Veras/Agência RBS
Num futuro não muito distante, as fronteiras territoriais serão abolidas e ninguém mais vai precisar de líderes. A democracia estará disseminada pelo globo, e a humanidade viverá sob um único governo planetário. Tudo graças à rede mundial de computadores, a Internet. Pelo menos é o que espera o pensador francês Pierre Lévy, 43 anos, tido como o mais otimista dos filósofos europeus contemporâneos. Em sua quinta ou sexta visita ao Brasil (ele perdeu a conta), o autor de A Inteligência Coletiva realiza uma série de conferências sobre cibercultura. Nesta segunda-feira, pela manhã, em Porto Alegre, ele concedeu esta entrevista para a Agência RBS.
Agência RBS – O sr. diz que a Internet criou um espaço democrático, em que mais gente tem acesso à informação e maior chance de se manifestar. Mas nem todo mundo tem acesso à Internet. Isso não acabaria aumentando a distância entre pobres e ricos, por exemplo?
Pierre Lévy – Os que têm acesso à Internet estão conectados com a inteligência coletiva, todos os conhecimentos possíveis e todas as pessoas, todos os grupos de discussão. É algo vivo e muito democrático. Uma comunicação horizontal, não como a do jornal, do rádio ou da TV, que é vertical. Quem participa do movimento da cibercultura vive num universo cada vez mais democrático. Os que não participam estão obviamente excluídos. Isso é muito inquietante. A boa notícia é que há um aumento do número de conexões. A Internet é o sistema de comunicação que se reproduziu mais rapidamente em toda a história dos sistemas de comunicação. Há 10 anos, havia menos de 1% do planeta conectado. Hoje, em certos países, na Escandinávia, 80% da população está conectada. Em certos Estados norte-americanos, já se ultrapassou 50%.
Agência RBS – Em países pobres é bem diferente.
Lévy – Os dois países do mundo em que o aumento de conexões é mais forte são o Brasil e a China. Você não pode ser impaciente. Já é extraordinária a rapidez com que tudo isso vem ocorrendo. Antes de a Internet chegar a todo mundo, é preciso tempo. Se você pensar que o alfabeto foi inventado há 3 mil anos e somente depois de alguns séculos a maioria da humanidade passou a ler...
Agência RBS – O sr. acha que vivemos um momento tão importante quanto o do advento da imprensa?
Lévy – Mais importante. Quando se inventou a imprensa, o resultado mais importante foi talvez a criação da comunidade científica, graças aos livros e revistas que traziam números corretos, desenhos corretos. Com a imprensa, a humanidade pôde acumular conhecimento. Os sábios puderam se comunicar uns com os outros. O problema da memória foi resolvido. Os homens puderam se concentrar sobre a observação e a experimentação. Hoje, a participação ativa não está mais limitada a um pequeno grupo, a comunidade científica. Todas as pessoas podem participar dessa inteligência coletiva. É uma escala maior. O resultado provavelmente em uma dezena de anos será o fim das fronteiras nacionais, um governo planetário, uma nova forma de democracia, com participação mais direta.
Agência RBS – Não haveria mais os líderes, as pessoas que comandam?
Lévy – No futuro, todo mundo vai comandar. Vão acabar as pessoas que comandam.
Agência RBS – É uma utopia.
Lévy – Sim. É uma utopia. Se você houvesse dito no início do século 18 que em dois séculos haveria o sufrágio universal na maioria dos países do mundo, diriam que você estava louco. A cada salto no sistema de comunicação, na inteligência coletiva da humanidade, se tem mais liberdade.
Agência RBS – O sr. acredita que o advento da web chega a afetar a construção do pensamento do homem contemporâneo?
Lévy – Isso já começou. As pessoas hoje não aprendem a contar como contavam antes da calculadora. O uso que se faz da memória é completamente diferente. Temos todas as informações disponíveis na Internet. Não precisamos mais saber as coisas de cor. Os instrumentos de percepção se tornaram coletivos. Do Canadá, posso saber o que se passa em Porto Alegre. Posso olhar por tudo, pelo interior do corpo humano, imagens médicas etc. Isso transforma totalmente nossa percepção do mundo.
Agência RBS – Isso muda a vida até de quem não tem acesso à Internet?
Lévy – Sim. Se muda todo o funcionamento da sociedade, muda também a sociedade para aquele que não está conectado.
Agência RBS – Como o sr. vê o que poderíamos chamar de mau uso que se faz da Internet? A pornografia infantil, por exemplo.
Lévy – A Internet é uma espécie de projeção de tudo que há no espírito humano. No espírito humano, o sexo ocupa uma parte muito grande. É algo biológico. Se não fôssemos obcecados por sexo, não nos reproduziríamos. Temos uma certa agressividade. Se não tivéssemos, a espécie humana teria desaparecido. Essa agressividade nos serviu muito na época pré-histórica. Hoje, é preciso sublimar essa agressividade, assim como se faz com a sexualidade. Podemos sublimar a sexualidade no amor, por exemplo. Mas digamos que o instinto bruto permanece. Os comportamentos agressivos acabam se manifestando. O ciúme, os maus sentimentos que existem no espírito humano também vão aparecer na Internet. É um espaço de pensamento e comunicação em que não há censura. O que é interessante é que há menos hipocrisia.
sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Crise Masculina
Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:
-Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma morena gostosa, de 25 anos.
E continuei:
-Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super-King-size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
-Sem problemas. Saia de casa e ache uma morena de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!
-Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma morena gostosa, de 25 anos.
E continuei:
-Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super-King-size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
-Sem problemas. Saia de casa e ache uma morena de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Relação Simbiotica
Aposte nesta ideia AH www.osistema.com
A liberdade dos animais é uma questão de sobrevivencia.
ABOLIÇÃO ANIMAL JÁ!!!!!!!!!!!
Agencia Humanidade não é Status é Responsabilidade Social.
Inclusão Digital
"As pessoas pequenas falam de outras pessoas, as pessoas mediocres falam de coisas, as pessoas brilhantes falam de ideias"
"Quanto luta o homem por sua liberdade!
E pensar que por dentro é tão escravo..."
Os animais são nossos parentes biológicos.
Frequencia de ressonancia= Pulsação
AÇÃO, AÇÃO, AÇÃO esse é o grande desafio.
Holistico= Organico.
ANISTIA INTERNACIONAL
O Governo Brasileiro é responsavel, perante a lei internacional, pela garantia de que o Brasil cumpre os tratados enternacionais de direitos humanos é uma obrigação moral que transcende as fronteiras nacionais.
Acima de tudo, o governo deveria prestar contas ao povo brasileiro.
Agencia Humanidade
Prevenção à Violencia e o Bem Estar Social
Publicidade & Marketing
Av. Almirante Tamandare, 1387
Tel (55) 3244 4977
email agenciahumanidade@gmail.com
A liberdade dos animais é uma questão de sobrevivencia.
ABOLIÇÃO ANIMAL JÁ!!!!!!!!!!!
Agencia Humanidade não é Status é Responsabilidade Social.
Inclusão Digital
"As pessoas pequenas falam de outras pessoas, as pessoas mediocres falam de coisas, as pessoas brilhantes falam de ideias"
"Quanto luta o homem por sua liberdade!
E pensar que por dentro é tão escravo..."
Os animais são nossos parentes biológicos.
Frequencia de ressonancia= Pulsação
AÇÃO, AÇÃO, AÇÃO esse é o grande desafio.
Holistico= Organico.
ANISTIA INTERNACIONAL
O Governo Brasileiro é responsavel, perante a lei internacional, pela garantia de que o Brasil cumpre os tratados enternacionais de direitos humanos é uma obrigação moral que transcende as fronteiras nacionais.
Acima de tudo, o governo deveria prestar contas ao povo brasileiro.
Agencia Humanidade
Prevenção à Violencia e o Bem Estar Social
Publicidade & Marketing
Av. Almirante Tamandare, 1387
Tel (55) 3244 4977
email agenciahumanidade@gmail.com
sexta-feira, 17 de abril de 2009
AH Santana do Livramento, 17 de abril de 2009
AVISO: "Comer os animais contamina e brutaliza o corpo e o espírito"
A Agencia Humanidade tem a idéia de propor para Santana do Livramento uma zona livre do uso e exploração de animais, declarando assim o município Abolicionista Animal por meio de um projeto de lei.
Vou agendar entrevista com o Prefeito Municipal e o Presidente do Legisletivo Municipal para tratar do assunto.
Voltaremos...
A Agencia Humanidade tem a idéia de propor para Santana do Livramento uma zona livre do uso e exploração de animais, declarando assim o município Abolicionista Animal por meio de um projeto de lei.
Vou agendar entrevista com o Prefeito Municipal e o Presidente do Legisletivo Municipal para tratar do assunto.
Voltaremos...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Controle Social Negativo
Penitenciárias são 'fábricas de criminosos', diz Tarso
O ministro da Justiça, Tarso Genro, avaliou hoje no Rio que o sistema penitenciário brasileiro está "numa crise terrível" e precisa de mais investimentos para que as penitenciárias não sejam mais "fabricas de criminosos". Segundo Tarso, 60% dos jovens de 18 a 29 anos que deixam as prisões se tornam reincidentes. Ele disse que casos como a fuga de dois líderes de uma facção criminosa do Rio que deixaram a prisão para trabalhar não desqualificam os programas de reabilitação de detentos.
"Eventualmente pode ocorrer algum erro, mas isso não tira o mérito do trabalho que vem sendo feito pela Justiça, associada ao MJ (Ministério da Justiça) e a Defensoria, para a recuperação dos presos", afirmou. Tarso participou da inauguração do núcleo de Defensoria Pública no Sistema Penitenciário do Rio, no Centro, que vai prestar assistência jurídica a presos e seus familiares no Estado. O Ministério da Justiça investiu R$ 1,5 milhão do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para a criação do escritório, que deve fazer 28 mil atendimentos por ano.
HOMEM: ANIMAL ATIVISTA
As Quatro Fases
autor: *Douglas Fakkema, publicado na revista Animal Sheltering de Abril de 2001.Tradução: Janaína Brasílio
Fakkema escreveu na esperança de ajudar seus colegas acelerarem seus próprios progressos em direção a uma vida mais tranquila e produtiva. Nós que trabalhamos em prol dos animais, dedicamos nossas vidas a eles, passamos por estas quatro fases na evolução de nossa carreira.
Cada um tem sua história, mas todos passamos por um processo similar. Se sobrevivermos ao processo, conseguiremos perceber o que jáatingimos e o que queremos em primeiro lugar.
Fase 1
Determinados, estamos decididos a mudar o mundo. Sabemos que podemos fazer diferença, que nossos esforços em favor aos animais vão aliviar suas difíceis condições. Trabalhamos o que parecem ser 25 horas por dia e ainda assim estamos com energia. Nossos entusiasmo ultrapassa os limites, nossa capacidade de aceitar desafios é infinita!!
Comemos, dormimos e vivemos para a causa animal. Nossos amigos não entendem nossa obsessão e afastam-se ou simplesmente vão embora, ou nós os abandonamos, pois encontramos novos amigos. Alguns, contudo, não fazem novos amigos, estão muito ocupados trabalhando na causa animal.
Alguns de nós nos tornamos solitários, apenas a companhia de nossos cães e gatos nos separam da total isolação. Todavia estamos satisfeitos porque trabalhamos para uma causa. Em nosso entusiasmo tentamos encontrar soluções simples para problemas complexos - Todos os animais devem ser castrados - Nenhum animal deve ser sacrificado!
Estamos sempre atrasados porque tentamos resgatar animais de estradas e ruas. Achamos que entendemos o problema e sabemos que podemos solucioná-lo se as pessoas saíssem de nossos caminhos.
Fase 2
Nosso entusiasmo inicial tornou-se amargo. Vemos as mesmas pessoas abandonando animais. Elas não ouviram nossa mensagem. Até mesmo nossos amigos (aqueles que ainda não nos abandonaram) não nos compreendem. Parece que não conseguimos atingir ninguém.
Os animais ainda são maltratados e negligenciados. O sofrimento dos animais continua apesar de todos os nossos esforços. Perdemos a energia sem fim que tinhamos na fase 1. Não queremos mais falar sobre o trabalho, e nem mesmo admitimos onde trabalhamos. Estamos cansados todo o tempo. Parece que passamos o dia todo na luta em prol aos animais. Quando chegamos em casa fechamos as portas, desligamos a secretária eletrônica e fechamos as persianas. Estamos muito exaustos para cozinhar, partimos para fast food, pizza, batatas fritas ou chocolates.
Alguns de nós compramos objetos desnecessários que nem ao menos podemos pagar. Alguns partem para o alcoolismo para tentar afastar o sentimento de desesperança.
Ignoramos nossa família, e até mesmo nossos próprios animais não têm a atenção devida. Parece atéque não temos forças para por em ação nenhuma das mudanças que nos impulsionaram na fase 1. Ficamos horrorizados com o trabalho que fazemos. Até mesmo nossos sonhos são repletos de horrores. Cada animal que resgatamos e sacrificamos são um lembrete de nosso fracasso.
De alguma forma nos culpamos por todo este insucesso. Isto nos destrói!!!
Nosso escudo de defesa torna-se cada vez mais alto, bloqueando a dor e a tristeza. Apenas ele faz nossas vidas de alguma forma mais toleráveis.
Apenas continuamos porque dentro de nós ainda resta uma fagulha da fogueira de energia da fase 1.
Fase 3
A depressão da fase 2 transformou-se em raiva. Estamos enlouquecidos de raiva. A desesperança chegou ao limite! Começamos a odiar as pessoas. Toda e qualquer pessoa, COM EXCESSÃO daqueles que dedicam suas vidas em prol aos animais da MESMA FORMA QUE NÓS FAZEMOS.
Odiamos até mesmo nossos companheiros de causa quando ousam nos questionar. Especialmente sobre sacrificar animais. Nos ocorre: Vamos sacrificar os proprietários, não os animais! Vamos sacrificar aqueles que maltratam e abusam dos animais ao invés deles!
Nossa fúria expande-se para nossa vida particular. Para o cara em nossa frente no trânsito. Aquele que está em nosso caminho na rua. Pensamos: Vamos sacrificá-los também!.
Odiamos políticos, TVs, jornais, nossa família. Todos são alvos de nossa fúria, desprezo e ódio. Perdemos nossa perspicácia e eficiência.
Não conseguimos nos reconectar com a vida. Até mesmo os animais que acolhemos parecem de certa forma distantes e irreais. A raiva é a única ponte para nossa caridade. É o único sentimento que penetra em nosso escudo.
Fase 4
Eu sei que estive em todas as fases em meus trinta anos de proteção animal e a fase 4 é, de longe, o melhor ponto a se atingir. Algumas pessoas estacionam na fase 1 (fanáticos) ou 2 (depressivos) ou 3 (irados). Alguns voltam da 4 para a 2 e a 3, ou ainda, da 4 para 3 ou da 4 para a 2.
Alguns abandonam o trabalho voluntário durante as fases 2 e 3 e nunca mais voltam. Alguns conseguem passar para a fase 4 rapidamente, enquanto outros levam anos. Alguns nunca atingem a paz que os permite seguir servindo ao trabalho voluntário. Eles atuam a vida inteira no frenesi da fase 1 ou estacionam definitivamente deprimidos ou raivosos.
Com o tempo, a depressão da fase 2 e a raiva da fase 3 podem tornar-se renovadas através de uma nova determinação e compreensão de qual é realmente nossa missão. Esta é a fase 4. Percebemos que trabalhamos efetivamente localmente e em alguns casos regionalmente, ou até mesmo nacionalmente. Não resolvemos o problema (quem poderia?) mas fizemos uma grande diferença para dúzias, centenas e até milhares de animais. Mudamos a visão daqueles que nos rodeiam a respeito de proteção aos animais. Começamos a compreender qual é o papel mais adequado para nós na sociedade, e começamos a perceber que somos mais eficazes quando balanceamos nossa vida pessoal e vida de voluntário. Compreendemos que o voluntariado não deve preencher todo o nosso universo. Se dermos a devida atenção também a nossas vidas, podemos ser mais eficientes no voluntariado em prol aos animais.
Férias e Finais de Semana devem ser curtidos! Ao voltarmos estamos renovados e prontos para encarar os desafios diários. Vemos que as pessoas não são tão más. Percebemos que a ignorância énatural e na maioria dos casos é curável. Sim, existem pessoas reamente más que abusam e negligenciam os animais, mas são minoria. Não os odiamos.
Reconhecemos que as soluções são tão complexas quanto os problemas e trazemos um grande número de ferramentas para solucionarmos esses problemas. Nossos escudos se abaixam. Aceitamos que tristeza e dor são parte de nosso trabalho. Damos um pequeno passo por vez.
Paramos de mascarar nossos problemas com drogas, comida ou isolação. Enfim reconhecemos nosso potencial para ajudar os animais. Estamos mudando o mundo.
*Doug Fakkema conduz palestras sobre métodos de eutanásia para animais nos Estados Unidos. Atuou como diretor dos abrigos de Oregon e California por 19 anos.
autor: *Douglas Fakkema, publicado na revista Animal Sheltering de Abril de 2001.Tradução: Janaína Brasílio
Fakkema escreveu na esperança de ajudar seus colegas acelerarem seus próprios progressos em direção a uma vida mais tranquila e produtiva. Nós que trabalhamos em prol dos animais, dedicamos nossas vidas a eles, passamos por estas quatro fases na evolução de nossa carreira.
Cada um tem sua história, mas todos passamos por um processo similar. Se sobrevivermos ao processo, conseguiremos perceber o que jáatingimos e o que queremos em primeiro lugar.
Fase 1
Determinados, estamos decididos a mudar o mundo. Sabemos que podemos fazer diferença, que nossos esforços em favor aos animais vão aliviar suas difíceis condições. Trabalhamos o que parecem ser 25 horas por dia e ainda assim estamos com energia. Nossos entusiasmo ultrapassa os limites, nossa capacidade de aceitar desafios é infinita!!
Comemos, dormimos e vivemos para a causa animal. Nossos amigos não entendem nossa obsessão e afastam-se ou simplesmente vão embora, ou nós os abandonamos, pois encontramos novos amigos. Alguns, contudo, não fazem novos amigos, estão muito ocupados trabalhando na causa animal.
Alguns de nós nos tornamos solitários, apenas a companhia de nossos cães e gatos nos separam da total isolação. Todavia estamos satisfeitos porque trabalhamos para uma causa. Em nosso entusiasmo tentamos encontrar soluções simples para problemas complexos - Todos os animais devem ser castrados - Nenhum animal deve ser sacrificado!
Estamos sempre atrasados porque tentamos resgatar animais de estradas e ruas. Achamos que entendemos o problema e sabemos que podemos solucioná-lo se as pessoas saíssem de nossos caminhos.
Fase 2
Nosso entusiasmo inicial tornou-se amargo. Vemos as mesmas pessoas abandonando animais. Elas não ouviram nossa mensagem. Até mesmo nossos amigos (aqueles que ainda não nos abandonaram) não nos compreendem. Parece que não conseguimos atingir ninguém.
Os animais ainda são maltratados e negligenciados. O sofrimento dos animais continua apesar de todos os nossos esforços. Perdemos a energia sem fim que tinhamos na fase 1. Não queremos mais falar sobre o trabalho, e nem mesmo admitimos onde trabalhamos. Estamos cansados todo o tempo. Parece que passamos o dia todo na luta em prol aos animais. Quando chegamos em casa fechamos as portas, desligamos a secretária eletrônica e fechamos as persianas. Estamos muito exaustos para cozinhar, partimos para fast food, pizza, batatas fritas ou chocolates.
Alguns de nós compramos objetos desnecessários que nem ao menos podemos pagar. Alguns partem para o alcoolismo para tentar afastar o sentimento de desesperança.
Ignoramos nossa família, e até mesmo nossos próprios animais não têm a atenção devida. Parece atéque não temos forças para por em ação nenhuma das mudanças que nos impulsionaram na fase 1. Ficamos horrorizados com o trabalho que fazemos. Até mesmo nossos sonhos são repletos de horrores. Cada animal que resgatamos e sacrificamos são um lembrete de nosso fracasso.
De alguma forma nos culpamos por todo este insucesso. Isto nos destrói!!!
Nosso escudo de defesa torna-se cada vez mais alto, bloqueando a dor e a tristeza. Apenas ele faz nossas vidas de alguma forma mais toleráveis.
Apenas continuamos porque dentro de nós ainda resta uma fagulha da fogueira de energia da fase 1.
Fase 3
A depressão da fase 2 transformou-se em raiva. Estamos enlouquecidos de raiva. A desesperança chegou ao limite! Começamos a odiar as pessoas. Toda e qualquer pessoa, COM EXCESSÃO daqueles que dedicam suas vidas em prol aos animais da MESMA FORMA QUE NÓS FAZEMOS.
Odiamos até mesmo nossos companheiros de causa quando ousam nos questionar. Especialmente sobre sacrificar animais. Nos ocorre: Vamos sacrificar os proprietários, não os animais! Vamos sacrificar aqueles que maltratam e abusam dos animais ao invés deles!
Nossa fúria expande-se para nossa vida particular. Para o cara em nossa frente no trânsito. Aquele que está em nosso caminho na rua. Pensamos: Vamos sacrificá-los também!.
Odiamos políticos, TVs, jornais, nossa família. Todos são alvos de nossa fúria, desprezo e ódio. Perdemos nossa perspicácia e eficiência.
Não conseguimos nos reconectar com a vida. Até mesmo os animais que acolhemos parecem de certa forma distantes e irreais. A raiva é a única ponte para nossa caridade. É o único sentimento que penetra em nosso escudo.
Fase 4
Eu sei que estive em todas as fases em meus trinta anos de proteção animal e a fase 4 é, de longe, o melhor ponto a se atingir. Algumas pessoas estacionam na fase 1 (fanáticos) ou 2 (depressivos) ou 3 (irados). Alguns voltam da 4 para a 2 e a 3, ou ainda, da 4 para 3 ou da 4 para a 2.
Alguns abandonam o trabalho voluntário durante as fases 2 e 3 e nunca mais voltam. Alguns conseguem passar para a fase 4 rapidamente, enquanto outros levam anos. Alguns nunca atingem a paz que os permite seguir servindo ao trabalho voluntário. Eles atuam a vida inteira no frenesi da fase 1 ou estacionam definitivamente deprimidos ou raivosos.
Com o tempo, a depressão da fase 2 e a raiva da fase 3 podem tornar-se renovadas através de uma nova determinação e compreensão de qual é realmente nossa missão. Esta é a fase 4. Percebemos que trabalhamos efetivamente localmente e em alguns casos regionalmente, ou até mesmo nacionalmente. Não resolvemos o problema (quem poderia?) mas fizemos uma grande diferença para dúzias, centenas e até milhares de animais. Mudamos a visão daqueles que nos rodeiam a respeito de proteção aos animais. Começamos a compreender qual é o papel mais adequado para nós na sociedade, e começamos a perceber que somos mais eficazes quando balanceamos nossa vida pessoal e vida de voluntário. Compreendemos que o voluntariado não deve preencher todo o nosso universo. Se dermos a devida atenção também a nossas vidas, podemos ser mais eficientes no voluntariado em prol aos animais.
Férias e Finais de Semana devem ser curtidos! Ao voltarmos estamos renovados e prontos para encarar os desafios diários. Vemos que as pessoas não são tão más. Percebemos que a ignorância énatural e na maioria dos casos é curável. Sim, existem pessoas reamente más que abusam e negligenciam os animais, mas são minoria. Não os odiamos.
Reconhecemos que as soluções são tão complexas quanto os problemas e trazemos um grande número de ferramentas para solucionarmos esses problemas. Nossos escudos se abaixam. Aceitamos que tristeza e dor são parte de nosso trabalho. Damos um pequeno passo por vez.
Paramos de mascarar nossos problemas com drogas, comida ou isolação. Enfim reconhecemos nosso potencial para ajudar os animais. Estamos mudando o mundo.
*Doug Fakkema conduz palestras sobre métodos de eutanásia para animais nos Estados Unidos. Atuou como diretor dos abrigos de Oregon e California por 19 anos.
domingo, 12 de abril de 2009
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Programa de Erradicação da Violencia
A Nova Ordem Chegou www.osistema.com
Estudo Sobre o Caráter
A hostilidade social manifesta-se muitas vezes com modos ríspidos e críticos. Aqueles ininigos da sociedade estão sempre a censurar, reparar, ridicularizar, julgar e condenar o mundo. Acham-se descontentes de tudo. Mas não basta reconhecer o mal e condená-lo! Cumpre que nos perguntemos: "Que fiz eu para as coisas se tornarem melhores?" Alfred Adler "A Ciencia da Natureza Humana"
Para colaborar com o Programa sinta-se a vontade: Banco Caixa Económica Federal - agencia: 0505 - conta: 013 62 17-8
A Nova Ordem Chegou www.osistema.com
Estudo Sobre o Caráter
A hostilidade social manifesta-se muitas vezes com modos ríspidos e críticos. Aqueles ininigos da sociedade estão sempre a censurar, reparar, ridicularizar, julgar e condenar o mundo. Acham-se descontentes de tudo. Mas não basta reconhecer o mal e condená-lo! Cumpre que nos perguntemos: "Que fiz eu para as coisas se tornarem melhores?" Alfred Adler "A Ciencia da Natureza Humana"
Para colaborar com o Programa sinta-se a vontade: Banco Caixa Económica Federal - agencia: 0505 - conta: 013 62 17-8
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